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Novidades

Informações sobre as eleições BRASA 2012

Candidatos a vice-presidencia do BRASA

Anthony W. Pereira

         A minha nomeação para ser  o Vice-Presidente da BRASA  me deixou muito satisfeito e honrado . Fiz parte do comitê executivo da BRASA de 2001 a 2004. Durante esse período, junto com o colega Eduardo Gomes,  ajudei a organizar as seções de política dos congressos da BRASA, realizados em Atlanta e Rio de Janeiro respectivamente.  Atualmente estou envolvido em um novo empreendimento que visa expandir o estudo sobre o Brasil no Reino Unido e na Europa. Como Diretor do Instituto Brasil do Kings College London criei novos cursos interdisciplinares de pós-graduação sobre o Brasil, venho organizando  seminários e conferências, e ao mesmo tempo tenho procurado expandir parcerias com universidades brasileiras e agências de financiamento.
         Diferentemente da maioria dos programas sobre o Brasil, o Instituto Brasil no King’s College de Londres não está alojado dentro de um Programa de Estudos Latino-americanos, ao invés disso tem operado lado a lado e colabora com outros institutos dedicados à pesquisa e ensino sobre os outros participantes do BRICs (Rússia, Índia e China), bem como estudos sobre regiões selecionadas do mundo (América do Norte, Oriente Médio e Mediterrâneo, e África). Estou, portanto, profissionalmente e intelectualmente empenhado em expandir e aprofundar o conhecimento sobre  o Brasil mediante uma perspectiva global.
         Sou cientista político e meu compromisso com o Brasil começou na segunda metade da década de 1980, quando realizei um projeto de pesquisa sobre o sindicalismo rural na zona da mata de Pernambuco. Desde então retorno ao Brasil frequentemente e vivi por breves períodos em São Paulo e Recife, incluindo nos anos de 2005 e 2006 quando fui pesquisador da Fulbright na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
         Meu livro Ditadura e Repressão, uma comparação da repressão política no Brasil, Chile e Argentina nos anos 1960 e 1970, foi recentemente publicado pela Paz e Terra no Brasil. Meu trabalho atual concentra-se na luta pelos direitos humanos e nas reformas de segurança pública desenvolvidas nas ultimas décadas no Brasil . Em  projeto recente ampliei minha área de pesquisa para verificar a questão dos direitos humanos levada a cabo pelos dois últimos governos no que diz respeito a  política externa brasileira. Participo em conselhos de editoriais das revistas Human Rights Review (Analise dos Direitos Humanos) e Latin American Perspectives  (Perspectivas Latino-americanas).

          Antes de iniciar no Kings College de Londres em 2010, trabalhei na Universidade de Tulane, na Universidade de East Anglia (Reino Unido), Tufts, Harvard e na New School. Tenho artigos publicados em Revistas como Comparative Political Studies (Estudos Políticos Comparativos), Social Justice (Justiça Social), Luso-Brazilian Review (Analise Luso-Brasileiro), Latin American Politics and Society (Política e Sociedade na América Latina), Constellations (Constelações), Latin American Research Review (Analise da Pesquisa Latino Americana), Third World Quarterly (Periódico Terceiro Mundo) and the Journal of Modern African Studies (Revista de Estudos Modernos sobre a África).
         O mundo mudou nos últimos anos. A ascensão da Ásia Oriental e a crise econômica nos Estados Unidos e na Europa propiciaram uma governança mundial mas multipolar. O Brasil tornou-se mais proeminente e reforçou laços com os países do sul do globo. BRASA pode responder a estas mudanças, ampliando seu numero de afiliados e incorporando novas pesquisas dentro de seus congressos internacionais. Uma das missões importantes  da BRASA, na minha opinião, é introduzir o estudo sobre o Brasil para os não-brasileiros, levando acadêmicos a lugares onde não possuem uma tradição brasilianista. A BRASA também pode facilitar a comunicação entre acadêmicos trabalhando sobre Brasil onde quer que vivam, e ajudá-los a criarem uma rede de contatos internacionais para encontrar novas arenas de debate e de troca de dados e conhecimentos gerados a partir de  suas pesquisas.
              Estou animado para novamente contribuir com essa importante organização acadêmica que se tornou a BRASA.

 

Steven F. Butterman

             É para mim motivo de imensa alegria e orgulho aceitar a nomeação do Comitê Executivo e me candidatar a vice-presidente da BRASA. Como estudioso da literatura brasileira e dos estudos culturais, em especial dos estudos de gênero e teoria queer, publiquei um extenso material nessas duas áreas. Meu primeiro livro foi publicado em 2005, pela San Diego State University Press. Intitulado, em inglês, Perversions on Parade:  Brazilian Literature of Transgression and Postmodern Anti-Aesthetics in Glauco Mattoso analisa a produção cultural “marginal” e examina, em particular, a questão da homossexualidade e sua repressão durante a ditadura militar. No meu segundo livro, intitulado Queer Identities and LGBT Culture in Brazil Today, examino os eventos sociopolíticos mais recentes no movimento de direitos dos gays, e dedico alguns capítulos à análise cuidadosa dos discursos de ONGs e agências do governo criados para promover os direitos humanos para identidade de gênero e minorias sexuais no Brasil contemporâneo.  Estou terminando meu terceiro livro, com publicação prevista para 2012 por uma importante editora no Brasil, a SJT Saúde, Educação, Cultura e Editora, e cujo título será Vigiando a (In)Visibilidade: Representações Jornalísticas da Maior Parada Gay do Planeta.

              Minha dedicação aos estudos culturais do Brasil e ao Brasil em relação ao resto do mundo vai além dos livros publicados. Organizei, com uma colega da Universidade da Flórida e outra atualmente professora efetiva da Universidade de Massachusetts-Dartmouth, o primeiro simpósio “Brazilians Outside Brazil:  Brasileiros fora do Brasil”¸ que foi realizado na Universidade de Miami em 2002. Em 2004, fui eleito para o Comitê Executivo da BRASA, e durante quatro anos, de 2004 a 2008, contribuí para a mais importante organização internacional no campo de estudos interdisciplinares de estudos brasileiros. Em 2005, fui eleito membro do Comitê Executivo/Conselho Consultor da Divisão de Língua e Literatura Luso-Brasileira da Modern Language Association (MLA), e de 2005 a 2009 fiz parte da mais prestigiada organização no campo de idiomas estrangeiros, estudos culturais e literários, tornando-me presidente da Divisão em 2009. Minhas outras qualificações administrativas são: Professor Adjunto do Departamento de Línguas Modernas e Literaturas (2008-2011) e Diretor do Programa de Português na Universidade de Miami (de 2000 até a data). Assumi recentemente também um novo cargo de Diretor do Programa de Estudos de Gênero e da Mulher (2011-2014). Fui o primeiro membro do corpo docente a ministrar aulas de Estudos Queer (LGBTQ) na Universidade de Miami, e tenho orgulho de ter coordenado a redação da minuta da proposta, com o apoio de vários colegas de diversos campos disciplinares e interdisciplinares.

              Dada a crescente importância do Brasil, tanto em termos econômicos quanto na disseminação do seu idioma e da sua cultura, seria uma honra para mim contribuir para impulsionar o trabalho da BRASA a um próximo nível, por meio da minha dedicação e dos vários contatos que fiz durante meus últimos doze anos no Sul da Flórida. Ter recebido o Brazilian International Press Award significou também ter a sorte de conhecer vários brasileiros e brasilófilos que não são necessariamente brasileiros por nacionalidade nem acadêmicos por profissão. Penso que a BRASA teve excelentes resultados na aproximação de professores universitários ao seu trabalho, mas eu gostaria de contribuir para aumentar a participação de jornalistas, tradutores, artistas, músicos, e outras pessoas que se dedicam a disseminar internacionalmente a cultura brasileira e o português. Para isso, eu trabalharia em colaboração com os Centros Culturais Brasileiros no Sul da Flórida e de outros locais para promover um aumento da participação e do número de sócios.

            Em termos acadêmicos, dediquei bastante tempo e trabalho a vários estudantes de pós-graduação que estudaram a cultura brasileira em relação a outros países da América Latina (por ex., Haiti, Colômbia, Cuba, México, Peru) e me dedicaria ainda mais a continuar o excelente trabalho já realizado pelos meus colegas da diretoria da BRASA para desenvolver um fórum especificamente para estudantes de pós-graduação. No ano passado, tive a honra e o privilégio de participar de uma defesa de Doutorado, a primeira co-tutela entre uma universidade brasileira   (Universidade de Brasília) e uma instituição francesa (Univeristé de Rennes 2). Acredito que é fundamental encorajar parcerias internacionais para que tenhamos um entendimento mais global, profundo e variado das brasilidades, tanto no Brasil quanto além das suas fronteiras políticas.

            

 

Candidatos ao Comite Executivo do BRASA

Gladys L. Mitchell-Walthour

             

                É com muito prazer que eu, Gladys Mitchell-Walthour, estou me candidatando ao Comitê Executivo da BRASA. Recebi meu título de doutora em Ciências Políticas pela Universidade de Chicago em 2008, seguido de duas bolsas de pós-doutorado na Universidade de Duke (2008-2009) e na Universidade Johns Hopkins (2009-2010). Atualmente estou como professora de Ciências Políticas na Universidade de Denison.

               O Brasil tem despertado interesse em profissionais acadêmicos, ramo de negócios e organizações da sociedade civil, isto porque tem emergido na economia mundial. BRASA se apresenta como uma organização que trouxe acadêmicos de diferentes disciplinas que têm como foco o Brasil, um país que tem grande importância mundial, por isto esta organização vai continuar sendo um espaço importante para agenciar acadêmicos que tem interesse nesse país.

               Me tornei membro do BRASA em 2006, e desde esse período tenho interagido com muitos acadêmicos de países como o Brasil, Estados Unidos e Alemanha. Esses encontros me deram oportunidades para colaborar com projetos acadêmicos, como por exemplo, o artigo que publiquei no livro “Brazil's New Raial Politics”, pela Lynne Rienner Publishers. Este livro inclui    trabalhos acadêmicos de sociólogos, cientistas políticos e antropólogos do Brasil e dos Estados Unidos, e tem grande importância por discutir políticas raciais responsáveis por incluir afro-brasileiros dentro da nação brasileira. BRASA é um site importante para acadêmicos que trabalham nessa temática porque possibilita dialogo entre diferentes profissionais.

              Como membro do Comitê Executivo da BRASA, eu estimularia interações e colaborações entre acadêmicos de diferentes disciplinas. Também, tenho interesse em aumentar o número de sócios, especialmente de acadêmicos em início de carreira. Caso seja membro do Comitê Executivo, irei promover a missão da BRASA e os estudos brasileiros, ampliando as relações entre estudiosos do Brasil.

John S. Burdick

              Sou professor e chefe de departamento de antropologia na Universidade de Syracuse. Aqui, no meu canto acadêmico, anos antes da atual explosão de interesse popular norteamericano no Brasil, eu trabalhava pra levar o Brasil até o “radar” dos meus alunos, colegas e administradores. Desde os anos 90, leciono sobre a cultura e a política brasileiras; nos anos 2000, enquanto diretor do Programa América Latina e o Caribe da SU, persuadi a nossa administração que a língua portuguesa fosse essencial á próxima geração de nossos alunos; desde então, lidero programas educacionais de curto e medio prazo no Rio e Salvador.

              Com respeito a BRASA, participo nela de várias maneiras desde a sua fundação, como apresentador, membro do comitê que investigou ao nível nacional os programas de estudos do Brasil, e duas vezes como membro do comitê prêmio Roberto Reis. Estou ansioso para aprofundar meu engagamento na BRASA durante este período surpreendente de mudança nacional pra ajudar a gente visualizar estratégias de enriquecimento dos estudos do Brasil nas universidades norteamericanos -- e em outros países.

               Meu trabalho nos ultimos vinte anos tem enfocado a relação no Brasil entre a religião e a política. Looking for God in Brazil (U of California Press, 1993) focalizou a concorrência entre o pentecostalismo, a umbanda, e a igreja católica progressista; Blessed Anastacia (Routledge, 1998) analisou a política cultural racial de várias tradições brasileiras cristãs; Legacies of Liberation (Ashgate, 2004) deu uma olhada na influência duradoura do catolicismo de libertação desde a queda do muro de Berlim; e The Color of Sound (NYU Press, 2012) indaga a ligação entre a música e a conciência negra nas igrejas evangélicas. Publiquei artigos sobre o Brasil em periódicos diversos, inclusive American Anthropologist, Latin American Research Review, e Journal of Latin American Studies; e tenho editado  três volumes que têm a ver com os estudos do Brasil: The Church at the Grassroots in Latin America (Greenwood, 2000, com Ted Hewitt), Beyond Neoliberalism in Latin America (Palgrave Macmillan, 2009, com Phil Oxhorn and Kenneth Roberts), e Comparative Perspectives on Afro-Latin America (University Press of Florida, 2012, com Kwame Dixon).

             

Tom Rogers

              Tenho prazer de ser nomeado para a eleição do comitê executivo da BRASA e estou ansioso para a oportunidade de servir uma organização que tem crescido ao longo de uma trajetória mais ou menos análogo ao meu compromisso pessoal com o Brasil. Entrei no programa de pós-graduação em história da Universidade de Duke na década de 1990 e ao longo do caminho assisti a campanha presidencial de as eleições de 2002 da perspectiva de Recife. Conclui o doutorado em 2005 e estava de volta em Recife a tempo de assistir à campanha de 2010, quando eu estava dando aula na UFPE como professor visitante Fulbright. Nós todos vimos mudanças impressionantes ao longo desses anos recentes (não só políticos) e BRASA, como uma coletividade de membros com largo espectro de interesses e conhecimentos, é uma das poucas organizações capazes de interpretar e contextualizar essa mudança. Estou ansioso para se juntar discussões sobre o posicionamento da organização para perceber que mais plenamente a capacidade e cumprir nossa missão de expandir estudos brasileiros. Nossos congressos oferecem uma oportunidade nesse respeito; têm sido excelentemente organizado e com criatividade podem realizar ainda mais.

              Eu ensinei durante seis anos na University of North Carolina at Charlotte, onde conseguimos duas sucessivas programas de intercâmbio CAPES/FIPSE , com dois consórcios de universidades parceiras em todo o Brasil. Recentemente, entrei para o Departamento de História da Emory University e é um prazer trabalhar com alunos de pós-graduação que estão começando a aprender sobre e desenvolver compromissos com Brasil. Eles se tornarão membros da BRASA ao longo da vida, juntamente com o que será sem dúvida um grupo em rápida expansão de seus pares da academia e fora dela. BRASA deve continuar a aproveitar a energia e interesse sobre o Brasil e ajudar a orientar os diálogos entre o Brasil e os EUA.

           Recentemente publiquei um livro sobre trabalhadores da cana e da agricultura no Nordeste e agora estou pesquisando o crescimento da produção de etanol no Brasil na década de 1970. Meus interesses giram em torno de conexões entre as experiências dos trabalhadores, as mudanças ambientais, e os discursos de raça e de paisagem.

 

Jason Stanyek

           Jason Stanyek é professor do Departamento de Música da New York University, aonde também é afiliado ao Centro de Estudos da América Latina e do Caribe. Recentemente foi Professor Associado Visitante na Harvard University (2007-2008) e bolsista na Stanford University (2008-2009). Ele publicou artigos sobre hip-hop brasileiro, capoeira, choro, jazz pan-africano, e improvisação livre intercultural e está terminando um livro etnográfico sobre música e dança nas comunidades brasileiras nos Estados Unidos com o título Around the World Goes Around: Performing Brazilian Music and Dance in the United States. Ele foi co-organizador de um volume sobre “improvisações brasileiras” pela revista acadêmica Critical Studies in Improvisation e ele está atualmente organizando um volume de ensaios sobre a história da bossa nova nos Estados Unidos com Frederick Moehn. Também é ativo como compositor, violonista e cavaquinista, tem varias gravações e trilhas sonoras para filmes e todo verão leciona cavaquinho no California Brazil Camp. Em junho de 2008 produziu um programa de rádio sobre a “diáspora brasileira nos Estados Unidos” pelo Afropop Worldwide na Rádio Pública Internacional. Ele tem participado dos congressos da BRASA desde 2004, como palestrante, organizador e presidente de mesas.

Rebecca Atencio

 

      Eu sou uma Professora Assistente de Estudos Literários e Culturais Brasileiro na Universidade de Tulane, onde eu também sou Diretora do Programa de Português. Minha pesquisa é centralizada na literatura brasileira contemporânea e cultura popular, com atenção particular na sua interseção com ativismo de direirtos humanos. Neste momento, estou terminando um manuscrito do meu livro sobre literatura e justiça de transição no Brasil.

      Eu divido com o BRASA o compromisso de expandir os Estudos Brasileiros. Na instituição que trabalho, isto significa um trabalho com colegas de vários outros departamentos para lançar um novo

programa de estudo estrangeiro durante o verão em São Paulo, redesenvolvimento do nosso programa de línguas de português (inclusive a adição de um novo major), e a criação de um novo nível avançado

entre várias disciplinas de cursos sobre o Brasil que são ensinados em português.

      Nos últimos anos, eu atuei ativamente em vários programas governamentais e não-governamentais que ajudam os Estudos Brasileiros nos EUA e o lançamento de novas opções acadêmicas, inclusive

CAPES-FIPSE (promovendo intercâmbios entre universidades americanas e brasileiras) e FLAS (apoio universitário aos estudo de bacharelado e especialmente graduados de português). Se eleita para o Comitê Executivo, uma de minhas prioridades será defender a expansão destes programas vitais e defendê-los dos cortes de orçamentos.

      Eu já tive a oportunidade de servir BRASA num número variado de posições, incluindo membro do Comitê Roberto Reis premiador de livro (2010) e como parceira com a iniciativa de COBRA. Eu ficaria encantada em continuar servindo a organização como um membro do Comitê Executivo, uma posição na qual eu trabalharia para aumentar colaboração entre várias disciplinas e entre acadêmicos nos EUA,

Brasil, e outros países assim como promover a expansão da língua portuguesa e programas de Estudos Brasileiros à nível universitário bacharelado e graduado.

Brodwyn Fischer

 

            Sou Professora no departamento de história da Northwestern University, onde fui diretora do programa de estudos Latinoamericanos e Caribenhos entre 2005 e 2010.  Há 20 anos que a minha pesquisa e outras atividades profissionais tem enfoque no Brasil. Agradeceria muito a chance de me integrar ao Conselho Executivo da BRASA.  Gostaria especialmente de fortalecer os laços de colaboração transnacionais entre brasileiros e brasilianistas, de promover projetos de digitalização de arquivos e publicações (e ampliar acesso aos mesmos), e de encontrar maneiras de destacar perspectivas brasileiras sobre assuntos de interesse transnacional.

            Recebi o meu doutorado em história brasileira e latinoamericana da Harvard University em 1999.  A minha pesquisa se enfoca nas histórias de cidadania, direito, relações raciais, políticas locais, e cidades no Rio de Janeiro e no Recife nos séculos XIX e XX. O meu livro, A Poverty of Rights: Citizenship and Inequality in 20th Century Rio de Janeiro (Stanford, 2008), recebeu o Prêmio Roberto Reis da BRASA, e foi premiado também pela Urban History Association, a Social Science History Association, e o Conference on Latin American History. Sou organizadora (com Bryan McCann e Javier Auyero) da coletânea interdisciplinar Cities from Scratch: Poverty and Informality in Urban Latin America, que será publicada em breve pela Duke University Press.  Publiquei vários outros artigos nos EEUU e em duas coletâneas brasileiras (Quase cidadão, orgs. Flávio Gomes e Olívia Maria Gomes da Cunha, e Direitos e justiças, orgs. Silvia Lara and Joseli Mendonça), e já apresentei as minhas pesquisas em várias universidades cariocas, paulistas e pernambucanas.  O meu trabalho atual se enfoque na politização da desigualdade social e racial no Rio de Janeiro e no Recife na pós-abolição, na história da migração rural-urbana no Brasil, e na história dos mocambos Recifenses.