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Recipientes das Bolsas de Estudo para Iniciantes nos Estudos Brasileiros (BRASA BIS) 2010
A bolsa de estudos para iniciantes nos estudos brasileiros (BIS) é um componente chave da agenda da BRASA para aumentar os estudos brasileiros nos Estados Unidos. A BRASA encoraja propostas de estudantes de graduação e de pós-graduação para uma bolsa de viagem de US$1.500 dólares para fazer pesquisas exploratórias ou estudo de português no Brasil.
Tal bolsa é direcionada a brasilianistas aspirantes com relativamente pouca ou nenhuma experiência no Brasil. A bolsa ajuda a financiar a viagem inicial do aluno (por um período de seis semanas a três meses), para aumentar o interesse do aluno no Brasil e aprofundar o seu engajamento em estudos brasileiros nos Estados Unidos. Os alunos podem combinar essa bolsa com outros subsídios ou prêmios. Os premiados serāo reconhecidos durante a cerimônia de encerramento do próximo congresso internacional da BRASA. O financiamento será entregue antes da viagem.
A BRASA premiou quatro bolsas na competição do ano passado. A próxima competição (para 2011) será anunciada em agosto de 2010.
Os recipientes das bolsas na competicão de 2010 sāo:
Josh Franklin é aluno da Princeton University com um interesse na área de saúde pública. Também é co-editor do jornal feminista estudantil: Equal Writes. Josh pretende usar a bolsa do BIS para ajudar no financiamento do seu projeto de pesquisa em Porto Alegre. Josh está examinando como a categoria de transsexualidade tornou-se parte do sistema de saúde pública. Este projeto multidisciplinar tem como objetivo examinar a intersecção do sistema judiciário, da saúde pública e da política de identidade sexual no Brasil.
Daniel O’Maley formou-se em espanhol e antropologia na Universidade de Bowdoin. Atualmente é candidato de Ph.D. em antropologia na Universidade de Vanderbilt. Ele está interessado na relaҫão entre o uso de internete, mobilizaҫão social e a formaҫão da identidade de classe social no Brasil. O Brasil ocupa atualmente o quinto lugar mundial no número de usuários de internete. Daniel vai usar a bolsa do BIS para o estudo intensivo de língua portuguesa no IBEU no Rio de Janeiro para auxiliar a conduzir seu trabalho de campo no Brasil.
Serena Stein formou-se recentemente na Universidade da Pennsylvania em antropologia e literatura comparada. Ela recebeu diversos prêmios incluindo a bolsa Benecke e o prêmio Phi Beta Kappa pela melhor tese. Ela pretende fazer graduação em antropologia médica, possuindo já experiência de campo na Argentina e Guatemala. Usará a bolsa do BIS para passar um verão fazendo pesquisa sobre a transmissão de tuberculose em comunidades de baixa renda no Brasil.
Arika Virapongse formou-se em zoologia pela Universidade da Florida-Gainesville onde está presentemente no programa de Ph.D. em ecologia tropical. Fez seu mestrado em química farmacêutica na Universidade de Khon Kaen na Tailândia. Sua pesquisa enfoca como os produtos florestais tornam-se comercializados e planeja conduzir pesquisas em gerenciamento da palmeira de buriti em Barreirinhas, Maranhão.
Tal bolsa é direcionada a brasilianistas aspirantes com relativamente pouca ou nenhuma experiência no Brasil. A bolsa ajuda a financiar a viagem inicial do aluno (por um período de seis semanas a três meses), para aumentar o interesse do aluno no Brasil e aprofundar o seu engajamento em estudos brasileiros nos Estados Unidos. Os alunos podem combinar essa bolsa com outros subsídios ou prêmios. Os premiados serāo reconhecidos durante a cerimônia de encerramento do próximo congresso internacional da BRASA. O financiamento será entregue antes da viagem.
A BRASA premiou quatro bolsas na competição do ano passado. A próxima competição (para 2011) será anunciada em agosto de 2010.
Os recipientes das bolsas na competicão de 2010 sāo:
Josh Franklin é aluno da Princeton University com um interesse na área de saúde pública. Também é co-editor do jornal feminista estudantil: Equal Writes. Josh pretende usar a bolsa do BIS para ajudar no financiamento do seu projeto de pesquisa em Porto Alegre. Josh está examinando como a categoria de transsexualidade tornou-se parte do sistema de saúde pública. Este projeto multidisciplinar tem como objetivo examinar a intersecção do sistema judiciário, da saúde pública e da política de identidade sexual no Brasil.
Daniel O’Maley formou-se em espanhol e antropologia na Universidade de Bowdoin. Atualmente é candidato de Ph.D. em antropologia na Universidade de Vanderbilt. Ele está interessado na relaҫão entre o uso de internete, mobilizaҫão social e a formaҫão da identidade de classe social no Brasil. O Brasil ocupa atualmente o quinto lugar mundial no número de usuários de internete. Daniel vai usar a bolsa do BIS para o estudo intensivo de língua portuguesa no IBEU no Rio de Janeiro para auxiliar a conduzir seu trabalho de campo no Brasil.
Serena Stein formou-se recentemente na Universidade da Pennsylvania em antropologia e literatura comparada. Ela recebeu diversos prêmios incluindo a bolsa Benecke e o prêmio Phi Beta Kappa pela melhor tese. Ela pretende fazer graduação em antropologia médica, possuindo já experiência de campo na Argentina e Guatemala. Usará a bolsa do BIS para passar um verão fazendo pesquisa sobre a transmissão de tuberculose em comunidades de baixa renda no Brasil.
Arika Virapongse formou-se em zoologia pela Universidade da Florida-Gainesville onde está presentemente no programa de Ph.D. em ecologia tropical. Fez seu mestrado em química farmacêutica na Universidade de Khon Kaen na Tailândia. Sua pesquisa enfoca como os produtos florestais tornam-se comercializados e planeja conduzir pesquisas em gerenciamento da palmeira de buriti em Barreirinhas, Maranhão.
Recipientes das Bolsas de Estudo para Iniciantes nos Estudos Brasileiros (BRASA BIS) 2009
Kiristen Bright, Universidade da Florida (mestrando em Antropologia)
“Viajei para Florianópolis, Santa Catarina para começar minha pesquisa nos Sambaquis (montes de conchas) do Brasil. Coletei dados sobre as espécies de moluscos usadas pelos povos pre-cerâmicos da costa do Brasil para construir monumentos funerários extremamente grandes. Também analisei como certas espécies respondem às mudanças das temperaturas da superfície do mar e a salinidade trazida pela Oscilação do Sul ou as fases do El Niño e La Niña. Se as mudanças nos tipos de espécies coletadas ocorreram em camadas datadas durante os eventos de El Niño ou La Niña, os arqueólogos podem ser capazes de explicar melhor o colapso dessa sociedade marítima que abrangeu 5000 anos em um vasto território de 2000 km.”
Yehonathan Brodski, Universidade do Texas (doutorando em História)
“O prêmio me permitiu visitar uma variedade de arquivos no Brasil e coletar livros raros, periódicos e manuscritos com detalhes da cultura árabe. O Instituto de Cultura Árabe, o Núcleo de Estudos Libaneses e o Núcleo de Estudos do Oriente Médio, juntamente com a biblioteca privada do Professor Safa Jubran me forneceram documentos que só sāo encontrados no Brasil e que esclarecem a vida levantina no início do ultimo século. No total eu trouxe comigo mais de 10 mil páginas de documentos, que incluem jornais raros, revistas, livros, documentos de viagem, manuscritos e memórias pessoais que claramente nāo estāo disponíveis nos Estados Unidos. Esses documentos revelam que os levantinos nāo somente representaram grandes comunidades literárias no Brasil no final do século 19—mas que eles formaram uma cultura ativa e influente que continuaram a influenciar diversos assuntos da sua terra natal. Esta diáspora cultivou e nutriu os movimentos nacionalistas sociais árabe e deu luz às figuras políticas e intelectuais que teriam um papel significante na ascenlão do estado do Líbano.”
Amanda Hughes, Universidade de Chicago(doutorando em História)
“Comecei minha pesquisa no Arquivo Nacional do Rio de Janeiro e o Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea (CPDOC) na Fundação Getúlio Vargas. No Arquivo Nacional encontrei uma coleção rica nos registros do Instituto do Açúcar e do Álcool (I.A.A.) incluindo fichários sobre moinhos individuais, empréstimo de dinheiro, orçamentos do I.A.A. e correspondências. Com essa coleção, juntamente com os documentos e as reproduções de entrevistas no CPDOC, vai ser possível completer minha dissertação sobre a história do I.A. A. Os dados encontrados durante este verāo servirāo como base para minha proposta de dissertação e fortalecer minha aplicação para as bolsas de Fulbright e oSocial Science Research Council. Esta bolsa (B.I.S.) permitiu me posicionar como uma candidata forte para esses subsídios pois eu posso especificar que fontes eu usarei, onde estāo localizadas e quais instituições e indivíduos no Brasil estāo dispostos a me oferecer orientação durante minha estadia. Eu combinei a bolsa com financiamento do Foreign Language and Area Studies Grant para sustentar meu estudo de línguas. Foi uma oportunidade única para melhorar meu português escrito e falado. Essa minha nova facilidade com o português tornou possível intercâmbios sociais e professionais, os quais continuarāo por muitos anos e ajudarāo enormemente pesquisas futuras assim como na minha pesquisa atual. Foi possível também ir a eventos no CPDOC e participar em discussōes acadêmicas detalhadas, algo que era impensável antes considerando o nível do meu português no início deste ano. Um professor da UNICAMP que era um professor visitante na minha universidade comentou sobre a incrível melhora do meu português e insinuou que agora sim eu era um verdadeiro ‘brasilianista.’”
Hasan Shahid, Universidade de Illinois (mestrando no programa de Estudos Latino-Americanos)
“Antes de viajar para o Brasil esse verāo, eu tinha planejado focar o meu estudo no papel das mesquitas em São Paulo na formação da identidade religiosa entre os muçulmanos locais. Após repensar no meu projeto, decidi me concentrar nāo só na mesquita como uma influência na identidade religiosa mas em outros fatores ambientais, como na maneira como a mídia retrata o islamismo. Para poder coletar dados para minha pesquisa, que aconteceu entre maio e agosto eu optei por uma abordagem múltipla. Primeiro eu frequentei a mesquita da cidade diversas vezes por semana. Depois eu conduzi quinze entrevistas semi estruturadas com muçulmanos locais, alguns convertidos e outors nascidos em famílias muçulmanas. Finalmente eu colecionei livros, revistas e panfletos de diversas organizações muçulmanas. Na medida que a minha pesquisa progrediu eu me concentrei eventualmente no estudo de muçulmanos convertidos, já que pouca pesquisa sobre eles existe no Brasil. Eu acredito que a tese que eu vou produzir junto com os dados que eu coletei vāo fornecer uma contribuição importante para os Estudos Latino-Americanos.