Candidatos para as Eleições BRASA 2016


A BRASA está tendo eleições para o termo de 2016-2018. Os membros da BRASA que são ativos e que pagaram as suas contas da organização receberão um e-mail com instruções sobre como votar. Informação sobre os candidatos encontra-se abaixo.

Os candidatos a vice-presidente

Votar em um

 

Gladys L. Mitchell-Walthour, PhD

 gladysmitchellwalthour

I am extremely pleased to run for Vice-President of the Brazil Studies Association.  I am a Visiting Assistant Professor of Public Policy and Political Economy in the Department of Africology (African Diaspora Studies) at the University of Wisconsin Milwaukee.  My research focuses on Afro-Brazilian political behavior and affirmative action. Currently my book “The Politics of Blackness: Theorizing Racial Identity and Political Behavior in Contemporary Brazil” is under contract at Cambridge University Press.  I received my PhD in Political Science at the University of Chicago (2008) and have held postdoctoral and Visiting Scholar fellowships at Duke University, Johns Hopkins University, and Harvard University.

 

While Brazil has always been an important site of research for BRASA members, it is an increasingly high profile country because of its increased visibility due to hosting the World Cup and the Olympics. This has brought about more discourse among the general public about the country and has attracted younger scholars to consider Brazil as a potential research site. This high visibility can be used positively to attract more members to BRASA as it is an organization that brings together scholars of various disciplines. BRASA will continue to become an important intellectual space that brings together scholars interested in issues relevant to Brazil.

 

I became a member of BRASA in 2006 and I currently serve on the Executive Board of BRASA. I have chaired the Brazil Studies Initiation Scholarship Committee twice. Serving on this committee gave me the opportunity to see the diverse scholarship young scholars are engaged in that spans disciplines. I have also served on the BRASA Programming Committee. Serving on the programming committee was a great way to ensure that BRASA continues to serve as a cross disciplinary and cross country space where intellectuals, scholars, and other professionals can engage in important dialogue.

 

As the Vice-President of BRASA I will work to continue BRASA’s mission to promote Brazilian studies and build relations between scholars studying Brazil. I will ensure this mission is met through collaboration with BRASA’s committees. I will continue to work to increase BRASA’s membership especially among Junior scholars.  

Os candidatos para o comitê executivo

Votar em seis

Amilcar Perreira

 

Amilcar Araujo Perreira é professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desde 2009. Doutor em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), durante o ano acadêmico de 2015-16 foi pesquisador visitante, em estágio pós-doutoral com bolsa do convênio Fulbright-Capes, no Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade Columbia, em Nova York. Tem desenvolvido pesquisas sobre as relações raciais no Brasil e em diferentes contextos nacionais, bem como sobre as histórias das lutas anti-racistas na diáspora negra e sobre o ensino das histórias dos movimentos negros no Brasil e nos EUA. É autor do livro O mundo negro: relações raciais e a constituição do movimento negro no Brasil (2013) e organizador dos livros Histórias do movimento negro no Brasil (com Verena Alberti, 2007) e Ensino de História e Culturas Afro-Brasileiras e Indígenas (com Ana Maria Monteiro, 2013), Educação e Diversidade em Diferentes Contextos (Com Warley da Costa, 2015), entre outros.
Eu gostaria de participar do Comitê Executivo da BRASA para poder contribuir para o fortalecimento e ampliação da Associação também no Brasil, tendo em vista a realização da próxima conferência da BRASA no Rio de Janeiro, em 2018. Espero ainda poder contribuir especificamente para o estabelecimento de uma agenda na Associação em que a questão racial no Brasil e sua dimensão transnacional estejam bem posicionadas tanto nas discussões internas quanto nas conferências da BRASA nos próximos anos, dada a importância dessas questões para os estudos brasileiros.


 

Ana Lucia Araujo

 

Eu sou uma historiadora da cultura, cujo trabalho se articula em torno da história e da memória do tráfico atlântico de escravos e da escravidão e seus legados sociais e culturais. Eu sou cidadã brasileira, nascida no Brasil e também cidadã canadense. Obtive meu bacharelado em artes visuais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1995) e mestrado em história da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1998). Obtive um doutorado em história da arte da Université Laval (2004), Québec, Canadá. Em 2007, obtive um  Segundo doutorado em história e antropologia cultura e histórica em cotutela entre a Université Laval e a École des Hautes Études en Sciences Sociales (França). Desde 2008, eu vivo e trabalho nos Estados Unidos. Atualmente, sou professora titular no Departamento de história da Howard University (Washington DC), onde eu ensino cursos de pós-graduação e graduação sobre a história do Brasil e da América Latina, com um foco particular na escravidão e nas populações afrodescendentes. Na Howard University, eu fui coordenadora do curso de mestrado e doutorado em história por mais de quatro anos. Sou membro da BRASA há cerca de dez anos. Nos últimos quatro congressos da BRASA realizados em 2010, 2012, 2014, e 2016, eu montei painéis que examinaram a questão da memória e do patrimônio africano e da escravidão no Brasil. Como membro do comitê executivo da BRASA eu pretendo utilizar meu trabalho de pesquisa, ensino e serviço à disciplina histórica, para que a associação continue a crescer e a ter mais visibilidade dentro e fora do mundo acadêmico.

Meu trabalho explora a história, a memória, património e cultura visual da escravidão. Ao longo dos últimos anos, eu publicou uma série de livros. Meu livro mais recente é Brazil Through French Eyes: A Nineteenth-Century Artist in the Tropics (2015). O livro é uma versão revista, atualizada e expandida em inglês do meu livro Romantisme tropical: l’aventure d’un peintre français au Brésil (2008). Esse trabalho explora a ideia de “romantismo tropical” como sendo uma visão do Brasil, com ênfase no exótico. Eu examine o relato de viagem Deux années au Brésil do artista francês François-Auguste Biard, situando seu trabalho no contexto dos relatos de viagem europeus da época. Através do estudo das representações do Brasil nos relatos de viagem franceses eu mostro como estas contribuíram e reforçaram os estereótipos culturais e as ideias sobre raça e relações raciais no Brasil. Uma versão em português desse livro vai ser publicada em breve pela Editora da Universidade de São Paulo. Meu livro Shadows of the Slave Past: Memory, Heritage and Slavery  (2014) examina os processos que levaram à memorialização e patrimonialização da escravidão e do tráfico atlântico de escravos na segunda metade do século XX na Europa, África e Américas. Apesar de ser um trabalho transnacional, todos os capítulos consacram uma atenção especial ao estudo do caso brasileiro. Meu livro Public Memory of Slavery: Victims and Perpetrators in the South Atlantic (2010) explora o fenômeno da memorialização e patrimonialização da escravidão no Brasil e na República do Benin (África Ocidental). Nos últimos anos, eu também organizei uma série de livros. African Heritage and Memories of Slavery in Brazil and the South Atlantic World (2015), por exemplo, tem como origem vários dos trabalhos apresentados em dois painéis que eu organize para o congresso da BRASA realizado na University of Illinois, Urbana Champaign em 2012. Também organizei os livros Politics of Memory: Making Slavery Visible in the Public Space (2012), Paths of the Atlantic Slave Trade: Interactions, Identities (2011), and Living History: Encountering the Memory of the Heirs of Slavery (2009), e co-editei o livro Crossing Memories: Slavery and African Diaspora (2011).


 

Dan Sharp

Aqui na Tulane University, eu sou um Associate Professor de etnomusicologia e mantenho uma afiliação com o Stone Center for Latin American Studies. Minha pesquisa etnográfica fica centrada no Brasil na cidade pequena de Arcoverde, na beira do sertão pernambucano. Meu livro recente, Between Nostalgia and Apocalypse: Popular Music and the Staging of Brazil (Entre Nostalgia e Apocalipse: Música Popular e a Encenação do Brasil), examina como festivais, museus, televisão e turismo contribuem a nostalgia nacional-cultural com a qual músicos da região são recebidos. Também narra a história da banda Cordel do Fogo Encantado. No livro, eu examino como eles se apresentam como representantes de tradição folclórica ao mesmo tempo trabalhando para se apresentar de um jeito mais iconoclasta, e até mesmo apocalíptico.

 

Desde a época em que eu estava fazendo o mestrado em Estudos de América Latina na Universidade de Texas em Austin, eu defendo a valorização do estudo das artes dentro deste espaço interdisciplinário. Eu acredito que isso é especialmente importante no contexto de estudar o Brasil. Eu aceitaria o cargo de servir no comité executivo da Brasa com prazer.


 

Jessica Rich

 

Agradeço a nomeação para participar do comitê executivo da BRASA. Seria uma honra e um privilégio contribuir desta forma na construção de pontes e relações intelectuais entre acadêmicos engajados no Brasil de vários disciplinas e nacionalidades. Sou Professora no Departamento de Ciências Políticas na Marquette University. Recebi o doutorado em Ciências Políticas da Universidade de Califórnia-Berkeley em 2012. Entre de 2012 e 2014, fui bolsista na Tulane University, dentro do Center for Inter-American Policy and Research. Tenho escrito sobre temas brasileiras variadas, do federalismo a movimentos sociais, e meu projeto atual se concentra nas ONGs, analisando as relações entre eles e burocratas dentro do estado brasileiro.  Tenho publicações em inglês e português, e tenho dado palestras nos Estados Unidos e no Brasil, em lugares variados como FGV-São Paulo, IESP, Ipea, e PUC-Rio.


 

Marcelo Paixão

Professor Associado da Universidade do Texas, Austin onde leciona no Departamento de Estudos Africanos e Africanos da Diáspora (AADS) e no Instituto Teresa Lozano Long de Estudos Latino-americanos (LLILAS). Anteriormente, entre 1999 e 2005 foi professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde lecionava no Instituto de Economia. Na Universidade do Texas, Austin ele é atualmente membro do Brazil Center, vinculado ao LLILAS. Junto com outros colegas deste instituto realiza esforços para assegurar a realizaçãoo do Congresso da BRASA em Austin em 2020. Seu campo de pesquisa é centrada na dinâmica das desigualdades étnico-raciais no Brasil. Este esforço inclui análises baseadas em indicadores demográficos, assim como estudos sobre desenvolvimento e políticas públicas.
Marcelo é brasileiro. Economista formado pela UFRJ e doutor em Sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro (IUPERJ). Entre 2013 e 2013 foi professor visitante na Universidade de Princeton onde atuou no Projeto Etnicidade e Raça na América Latina (PERLA) coordenado pelo Prof. Edward Telles. Já publicou diversos artigos e livros sobre relações e desigualdades raciais no Brasil. Os mais importantes são: “Desenvolvimento Humano e Relações Raciais”; the two editions of “Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil” (Ed. Garamond, in 2008 and 2011); and “A Lenda da Modernidade Encantada: por uma crítica ao pensamento social brasileiro sobre relações raciais e projeto de Estado-Nação” (Ed CRV, 2014). Mais recentemente, em 2016, foi lançado o livro “500 años de soledad: estudios sobre las desigualdades raciales en Brasil”, 2016, Ed. Universidad Nacional de Colombia.


 

Rosana Resende

É uma honra ser considerada para o Comitê Executivo da BRASA. Tanto por motivos profissionais como pessoais, compartilho com BRASA a meta de aumentar e enriquecer Estudos Brasileiros. Leciono no Centro de Estudos Latinoamericanos da Universidade da Florida, onde também coordeno o curso de graduação e atuo como vice-diretora do Florida-Brazil-Linkage Institute. Além de dar aulas sobre o Brasil, também já pesquisei a comunidade brasileira na Flórida e passei seis mêses no Brasil, numa bolsa Fulbright, estudando as mudanças na relação patroa/doméstica após a “PEC das domésticas” de 2013. Também projetei e liderei um programa de “study abroad” na Bahia focado na comodificação de negritude como turismo. Tenho acompanhado os altos e baixos de interesse no Brasil ao longo dos anos, tanto por parte de alunos como da mídia internacional, e me armo de minha influência administrativa e pedagógica para promover um programa de estudo brasilianista consistente.  Hoje em dia, estudos brasileiros nos EUA tem se diversificado muito, englobando muitas disciplinas, tradições acadêmicas, e até nacionalidades. Como uma brasilianista brasileira e americana, tenho  observado e contribuído para essa expansão do tema.
Minha visão é que o campo oferece três vertentes de atuação para BRASA: escolaridade e pesquisa, ensino, e discurso public. BRASA corretamente sempre se destacou no primeiro quesito e, de fato, é um grande recurso para acadêmicos buscando expandir tanto conhecimento como renome. Acredito que se possa construir sobre  essa base para fazer de BRASA também uma rede de saberes pedagógicos e recursos para o ensino sobre o Brasil, como intercambiar programas de cursos, estratégias, textos, fóruns de perguntas, e mais. Como colegas, devemos formar uma rede interessada em que os mais recentes à profissão se sobresaiam tanto no ensino como na pesquisa. Da mesma forma, uma organização não tem future se não despertar novo interesse no Brasil nas novas gerações. Acredito que BRASA deva servir como um repositório de informação sobre programas de estudo no Brasil,  sobre oportunidades de pesquisa para graduandos, e para guiar alunos até possíveis programas e orientadores. Com respeito ao discurso public sobre o Brasil, BRASA pode e deve ter um papel crítico em apresentar pequisas que tratem das dinâmicas sociais do Brasil que ao mesmo tempo estão em transição e tem raízes profundas. BRASA também deve prover-se da riqueza da sabedoria conjunta e da diversidade de pontos de vista para ajudar a criar um diálogo entre o público e o academic. Seria um prazer poder server no comitê executivo e trabalhar com os associados a favor de essas e outras prioridades para o future. Obrigada!


 

Rubia da Rocha Valente

É com grande prazer que recebo a minha nominação para o Comitê Executivo da Brasa. Atualmente, sou pesquisadora afiliada com a Universidade do Texas em Dallas. Sou natural de Campinas, SP, minha família e eu  imigramos para os Estados Unidos no ano de 2000. Eu me formei na Southern Methodist University, Dallas, TX, com ênfase em Relações Internacionais (2007), e obtive meu mestrado em Economia Política International (2009) e doutorado em Políticas Públicas e Economia Política na Universidade do Texas em Dallas (2013). Minha dissertação examina os efeitos da discriminação racial no desempenho do ensino médio e no acesso ao ensino superior no Brasil. A minha pesquisa focaliza no Brasil e utiliza métodos quantitativos para analisar questões de desenvolvimento econômico, educacional, e social, assim como as desigualdades de raça, classe e gênero.  Eu também pesquiso o tema da “felicidade” (o bem estar, qualidade de vida), Pentecostalismo (uma das religiões que mais crescem no Brasil) e tenho interesse em movimentos sociais e políticos, tais como o MST, e também nos recentes protestos que supreenderam a todos em 2013. Possuo publicações em diversos jornais acadêmicos, tais como o Latin American Research Review, Latin American & Caribbean Ethnic Studies, Race Ethnicity and Education, Geographical Review, Cities, Journal of Happiness Studies, Applied Research in Quality of Life, PentecoStudies, e PNEUMA.

 

Eu me sinto honrada em ser afiliada a BRASA, organização que conecta estudiosos das mais variadas disciplinas com foco no Brasil, servindo como um importante meio para promover os estudos Brasileiros nos Estados Unidos.

Como parte do Comitê Executivo, irei trabalhar para aumentar os números de afiliados da BRASA, especialmente entre alunos de doutorado e recém doutorandos. Muitos estudantes Brasileiros de doutorado que conheci nos últimos anos desconhecem a existência da BRASA—é necessário reverter esta situação. Também vou trabalhar para promover colaborações intelectuais entre pesquisadores do Brasil tanto nos Estados Unidos como em Universidades Brasileiras, a fim de providenciar uma importante rede de relacionamentos entre pesquisadores. Finalmente, espero colaborar para cumprir a missão da BRASA de promover e expandir estudos brasileiros nos Estados Unidos.  


 

Seth Racusen

Estou muito contente de estar um candidato para o Comitê Executivo da BRASA, neste momento preocupante na política brasileira. Durante este tempo, a BRASA pode desempenhar um papel importante em trazer a atenção e promover discussões sobre questões vitais sobre a democracia brasileira.

 

Além de ser um Professor Associado em Ciência Política e Justiça Criminal em Anna Maria College, eu também sou um Pesquisador Visitante com o Programa de Gestão de Políticas Públicas da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP e com o Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA) no Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP) da UERJ, entre outras colaborações atuais.  Tenho apresentado na Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS), a Congresso Brasileiro de Sociologia (SBS), e inúmeras universidades brasileiras.
Meu interesse no Brasil, a desigualdade racial, direitos humanos e políticas públicas é longa e profundo. Como bolsista Fulbright no Brasil em 2006-7, eu ensinei o primeiro curso em uma universidade brasileira na raça e na lei. Em uma segunda bolsa de Fulbright em 2013, ensinei um curso de estudos comparativos de raça no Sul Global. Eu sou uma fonte reconhecida no direito racial brasileira.  Relatórios de jurisprudência e jurídicas interamericanas importantes citaram minhas publicações extensivamente: uma decisão de 2006 da Comissão Interamericana de Direitos Humanos que condena o fracasso do Brasil para processar a discriminação racial, o caso Simone Diniz, e o relatorio em 2004 do Centro de Estudos de Justiça das Américas (CEJA) à OEA em apoio de uma Convenção Interamericana contra a Discriminação Racial. Meu livro em processo atual, Improvisando Cidadania: Respostas afro-brasileiros à discriminação racial, examina como estruturas sociais, a sociedade civil, e instituições estatais formam como vitimas de racismo se tornam cidadãos e navegar um sistema jurídico relativamente inacessível.


 

Sidney Chalhoub

I taught history at the University of Campinas (UNICAMP, Brazil) for thirty years before moving to Harvard in July 2015. I published three books on the social history of Rio de Janeiro: Trabalho, lar e botequim (1986), on working-class culture in the early twentieth century; Visões da liberdade (1990), on the last decades of slavery in the city; and Cidade febril (1996), on tenements and epidemics in the second half of the nineteenth century. I also wrote Machado de Assis, historiador (2003), about the literature and political ideas of the most important nineteenth-century Brazilian novelist, and co-edited six other books on the social history of Brazil. My most recent monograph is A força da escravidão: ilegalidade e costume no Brasil oitocentista (2012), on illegal enslavement and the precariousness of freedom in nineteenth-century Brazil. I have been a Visiting Professor at the University of Michigan (1995, 1999, 2004), a Tinker Visiting Professor at the University of Chicago (2007), and a research fellow at Stanford University (2010-11) and in the International Research Center “Work and Human Lifecycle in Global History” (Re:work) at Humbold Universität, Berlin (2013). I’m a founder of and remain associated with the Centro de Pesquisa em História Social da Cultura (CECULT), University of Campinas (http://www.cecult.ifch.unicamp.br/). I’m very proud of each one of the 25 graduate students who have concluded their dissertations under my supervision at UNICAMP and who now teach at Brazilian universities spread all over the country.
I have two basic motivations to present my candidacy to BRASA’s executive committee. First, I would like to do whatever I can to strengthen Brazilian studies in the US. BRASA is an important institution to achieve this aim and I would like to be available to work in its initiatives and projects. Second, I think BRASA and other international scholarly organizations have an important role nowadays in defending democracy in Brazil. The coup d’Etat of 2016 is a serious blow to the democracy that has been established in Brazil since 1988, which is centered upon the expansion of political and social rights. The international community must remain vigilant regarding the situation of political, social, and human rights in the country in the next few years. I have grown up and spent part of my youth under a dictatorship in Brazil, thus I have learned the hard way that it is important to struggle to maintain and strengthen social and political rights in the country.


Tracy Devine Gúzman

 

Tracy Devine Guzmán é professora associada e diretora de estudos graduados no Departamento de Línguas e Literaturas Modernas da Universidade de Miami. Seus interesses de pesquisa e ensino residem na intersecção da história com a teoria política, a filosofia, e a produção cultural do Brasil e dos países andinos. Recebeu o prêmio da Seção Brasil da LASA por seu artigo, “Diacuí killed Iracema: Indigenism, Nationalism, and the Struggle for Brazilianness” (2006); e o prêmio José María Arguedas da Seção Peru por seu ensaio, “Rimanakuy ’86 and other Fictions of National Dialogue” (2010). A Seção Brasil da LASA lhe conferiu uma menção honrosa por seu primeiro livro, Native and National in Brazil: Indigeneity after Independence (University of North Carolina Press) em 2014. Seu projeto atual de pesquisa se titula: Transcontinental Indigeneities: Américas and the Global South. Uma seleção do seu trabalho está disponível em: https://works.bepress.com/tracydevineguzman/
Estimados e estimadas colegas da BRASA, estou muito agradecida pela nomeação. Se fosse eleita, gostaria de colaborar com os membros do comitê executivo para: 1) aumentar a visibilidade da BRASA entre estudantes de graduação e pós-graduação; 2) promover mais trabalho colaborativo e transnacional; e 3) fomentar maiores oportunidades para o intercâmbio internacional de professores e estudantes.


 

Vivaldo Santos

Gostaria de expressar meu interesse em servir ao Comitê Executivo da Brazilian Studies Association. Sou Professor Associado de Português na Georgetown University desde 1999; tenho Mestrado da University of New Mexico-Albuquerque e Doutoramento da UC Berkeley, em Literatura e línguas Hispaânicas. Tenho sido membro da BRASA por cerca de 20 anos e por várias ocasiões tenho participado dos congressos anuais da organização. Tenho um grande comprometimento na promoção dos Estudos Brasileiros nos Estados Unidos bem como fora do território estadunidense. Como pesquisador, meus interesses tem sido no modernismo brasileiro e na cultura brasileira. Minha pesquisa atual é de natureza interdisciplinar, focando na interseção entre literatura, cultura e economia, além de literatura brasileira contemporânea. Tenho o privilégio e forte compromisso de trabalhar no sentido de aproximar a academia da sociedade civil; em particular com a comunidade brasileira de imigrantes nos Estados Unidos e a importância do português como língua de herança. Se eleito para o cargo, continuarei a promover os Estudos Brasileiros nos Estados Unidos, fortalecer os laços e as colaborações entre pesquisadores estadunidenses e brasileiros. Também apoiarei os esforços para desenvolver mais os estudos de natureza interdisciplinar.



 

Os candidatos para Representante dos estudantes de posgraduação

Votar em um

Lidiana de Morães

 

Me sinto profundamente lisonjeada por ser uma candidate ao Comitê Executivo da BRASA. Atualmente sou uma estudante de Doutorado na Universidade de Miami. Recebi my título de Mestre em Teoria Literária, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) em 2012, e mantive uma bolsa como professora assistente de Português, na Universidade de Miami, através do programa da Fulbright, Foreign Language Teaching Assistant (FLTA), no segundo semestre de 2014 e o primeiro de 2015.

Ao longo da minha carreira acadêmica, me interessei por Estudos Culturais e Ensino de Segunda Língua. Com a oportunidade de ensinar a língua do meu país para não-nativos, foi possível ver que há grandes oportunidades para expandir as conexões entre outros países com o Brasil, assim como apresentar a cultura brasileira para estrangeiros indo além dos estereótipos.

Em associação à BRASA, o programa de português da Universidade de Miami, e o programa da Fulbright, eu tive a oportunidade de conhecer professores com diferentes histórias culturais que estão dispostas a conhecer mais sobre o Brasil, e também criar iniciativas colaborativas entre culturas distintas.

Como um membro do Comitê Executivo, eu defenderia a expansão dos programas de Língua Portuguesa e Cultura Brasileira fora do Brasil. Eu também gostaria de continuar a ajudar a engajar alunos e professores a desenvolverem estudos sobre o Brasil de acordo com seus campos de interesse. Durante meu tempo como uma Fulbrighter, eu aprendi que a interação entre nacionalidades leva a um mundo de compreensão, compaixão e respeito. Com a minha candidatura ao Comitê Executivo da BRASA, eu espero continuar demonstrando aos outros quantos aspectos maravilhosos existem sobre o Brasil, e o quanto podemos aprender e ensinar uns aos outros, melhorando a colaboração internacional e a fraternização global.


 

Vanessa Castañeda

Eu estou extremamente animada em ser uma candidata a representante de pós-graduação junto ao Comitê Executivo da BRASA.  Eu sou uma doutoranda no terceiro ano estudando América Latina com enfoque disciplinar em estudos culturais.  Minha pesquisa é um estudo transtemporal e interdisciplinário que examina as representações culturais e materiais da figura da baiana de acarajé desde o final do século XIX até hoje.  Estou particularmente interessada na intersecção de raça, trabalho, gênero e as maneiras que todas as três se interligam historicamente e, mais recentemente, nos conceitos de nacionalidade.  

Fui bolsista de intercambio CAPES/FIPSE por duas vezes durante meus estudos universitários na Universidade de Carolina do Norte Charlotte.  Meu mestrado (NYU, 2014) é um relato etnográfico das maneiras que as baianas e a Associação das baianas de Acarajé (ABAM) mantém o discurso oficial de “tradição” com suas roupas e costumes, mas nos momentos estratégicos se mobilizam para virar cidadãs “modernas” dentro da participação pública formal.  Meus fortes interesses acadêmicos e culturais no Brasil me influenciaram em solicitar e receber a Bolsa da Iniciação (BIS) da BRASA no qual empreendi uma pesquisa preliminar que vai formar o base dum capitulo da minha tese nos direitos culturais no Brasil, com uma ênfase sobre as baianas de acarajé e a maneira que elas conseguem utilizar seu status especial de patrimônio cultural para expandir sua cidadania cultural e social.  Eu tenho apresentado minha pesquisa contemporânea em várias conferencias acadêmicas incluindo o terceiro Congresso internacional da BRASA na Universidade de Brown (2016).  

 

Estaria encantada em servir a BRASA como a representante de pós-graduação junto ao Comitê Executivo da BRASA.  Como estudante da pós-graduação, eu promoveria interesse e conhecimento em pesquisas sobre o Brasil e foco nos estudos brasileiros e, ao mesmo tempo, durante minhas aulas introdutórias para estudantes de graduação dentro da universidade.  Também trabalharia muito com professores e eruditos brasilianistas e pesquisadores brasileiros dentro e fora dos Estados Unidos.  Mais especificamente, intendo promover uma comunidade solidária para estudantes de pós-graduação enfocada nas colaborações intelectuais, desenvolvimento profissional, e orientação.  Estudantes de pós-graduação tem uma função crítica na direção da associação e nos estudos Brasileiros; então trabalharei efetivamente com escopo de intermediar estudantes universitários, estudantes de pós-graduação, e intelectuais estabelecidos.    

 

BRASA 2014 Election Information


The BRASA election ended March 23, and the results are in. The Directorate would like to congratulate the new Vice President and Executive Committee members.

Vice President: Bryan McCann
Executive Committe Members: Amy Nunn, Matthew M. Taylor, Edie Wolfe, Elizabeth Hordge-Freeman, Victoria Langland

Graduate Student Representative: Natan Zeichner

Thank you to everyone who agreed to serve as a candidate in the election.